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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Correndo mais que a morte

Essa imagem resume meus sentimentos no momento. Estou passando, indo; ainda estou aqui mas estou indo. Estou envelhecendo, minha moto é antiga mas ainda funciona e estamos correndo mais do que a morte (pelo menos ela ainda não nos alcançou). Estou construindo mais algumas lembranças, coisas boas para recordar se eu envelhecer ao ponto de não poder mais fazê-las. Até que um dia eu seja também uma lembrança para alguns. Até que um dia ninguém se lembre de mim, como ninguém se lembra mais do cheiro do óleo 2T

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O tempo passa (e as vezes melhora as coisas)

O tempo passa e, as vezes, só notamos o que esta piorando (e tem muita coisa piorando), mas fiquei surpreso ao perceber casualmente nesta semana o quanto o mercado motociclístico esta melhorando no Brasil.
Claro, ainda há muito por fazer, mas a melhora é inegável. Constatei isso ao folhear uma revista de motociclismo de 2007 que caiu em minhas mãos. Não é tanto tempo, apenas 5 anos, mas fiquei surpreso e feliz por estar vivendo o tempo atual e não aquele da revista.
Para se ter uma ideia de como as coisas mudam, um anúncio da BMW F800S dizia algo como: "compre uma e aumente a quantidade de mulheres entre seus contatos do Orkut".
Mas a alternância de popularidade das redes sociais não foi minha maior surpresa. O que mais me agradou foi ver o quanto crescemos em quantidade de opções e, principalmente, em melhora de preços nas motos.
Claro que ainda temos as mais caras do mundo, mas há uma direção de melhoria nos últimos tempos a favor do consumidor.
Em uma folheada rápida pude constatar várias situações em que estamos em situação melhor hoje.
A mais gritante é a da BMW que, antes da nacionalização, custavam um preço absurdamente caro. A F800S do anúncio, por exemplo, custava mais de R$ 50.000,00.
 Mas não foi só a BMW que baixou de preço. Uma HD 883 custava cerca de 32.000,00, hoje custa menos de 30.000,00.
As marcas que foram nacionalizadas tem as maiores diferenças, mas não foi só nelas que vi progressos.
A Yamaha vendia a Dragstar 650cc quase pelo mesmo preço que se paga hoje em uma Midnight 900.
Uma Kasinski Mirage custava mais de R$ 15.000,00 e hoje está por volta de 13.000,00.
Não tinhamos quase nada abaixo de 30.000,00. Hoje já temos algumas opções, como a Kawasaki ER6N ou a Yamaha XJ6.
Veja que essas diferenças se tornam muito maiores se considerarmos que houve uma inflação neste período. Não me dei ao trabalho de calcular ou pesquisar, mas deve haver algo em torno de 30% em 5 anos. Se aplicarmos essa correção veremos que as motos estão muito mais baratas.
Também melhoramos em qualidade, com a vinda oficial de várias marcas antes (mau) representadas e o fim de certos aventureiros. Só do que me lembro rapidamente, vimos a chegada oficial da Harley Davidson, BMW, Kawasaki e, recentemente, Triumph e Ducati.
Aventureiros que importavam lixo da China e não davam nenhum suporte ao cliente se foram. Marcas que conseguiram se estabalecer, como a Dafra, tem investido em melhores lançamentos e parcerias de melhor qualidade.
Resumindo, nem tudo mudou e ainda há muito o que fazer, mas a direção parece estar certa.
Todas estas coisas eu já sabia, mas confesso que me espantei ao folhar a revista e ver que foram apenas 5 anos que trouxeram todas estas mudanças.
Que os próximos anos sigam nesta direção e intensifiquem o processo trazendo mais qualidade e diversidade por um preço cada vez menor.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Para nossa alegria - o original


Hoje faço uma breve pausa nos assuntos "motociclísticos" do blog para mostrar aos que não conhecem algo para nossa alegria.
É uma pena que essa música tão linda tenha virado apenas motivo de risos. Riso é diferente de alegria.
Se há algo de bom nessa popularidade instantânea é que a música, originalmente gravada pelo Exodus, grupo de rock evangélico dos anos 70 (não se falava em "gospel" no Brasil ainda) tornou-se conhecida de muita gente.
Mas, importa mesmo, é que a mensagem dela entre no seu coração e te abençõe. Não importa o que você tenha vivido, talvez até mesmo se sentindo um "galho sêco"; Creia em Jesus e experimente o que Ele prometeu: "Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância".
Não estou defendendo uma religião e respeito todos os meus leitores, de todos os credos ou, até mesmo, de credo nenhum. Mas não posso deixar de lhe falar do amor de Jesus. Ele, sim, pode mudar sua vida e te trazer, mais do que risos, alegria.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Arrivederci Salvatore - 3

Concluindo nossa semana de homenagens ao amigo Salvatore, que nos deixou há poucos dias, aí vão fotos mandadas pelo Mario Pintoni. Deve ser a pessoa que melhor conheceu (ou experimentou) o resultado do trabalho do Salvatore.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Somos crianças (quero um brinquedo desses)


A blogueira Dilmara Santos me disse que lembrou de mim em sua viagem pela Itália. Que honra alguém pensar em mim ao ver uma Guzzi. Na sua volta ela escreveu o texto abaixo que eu agradecido reproduzo.

Todo motociclista é no fundo uma criança.

Como as crianças nós não temos medo do perigo. Todos dizem para nós o quanto é perigoso andar de moto, que na moto o pára-choque é nossa cabeça e toda aquela ladainha que ouvimos de nossas mães, porque assim como crianças somente aprendemos esse tipo de lição quando nos machucamos bem feio.

Gostamos de nossas motos como crianças que amam seu brinquedo preferido: ela pode ser feia, velha ou esquisita, mas para nossos olhos nossas motos são maravilhosas, temos ciúmes delas, raramente a emprestamos pra alguém. Estamos sempre cuidando e enfeitando, gastamos nosso dinheiro com ela. Cuidamos de nossas motos com mais estima do que de qualquer outro bem que possuímos porque aos nossos olhos nossas motos são companheiras e em duas rodas é a melhor forma de irmos para qualquer lugar, seja ele qual for.

Quando encontramos outro motociclista que não conhecemos costumamos tratá-lo bem, alguns chegam a chamar de irmão só pelo fato de vermos nele a mesma paixão, sem se importar com sua classe social. Se ele está ao nosso lado nem questionamos seu caráter, o que nos torna por diversas vezes ingênuos em relação a algumas amizades que adquirimos pelas estradas da vida.

Somos tão crianças que muitos de nós tomamos atitudes infantis porque confiamos demais em suas motos: viajamos a noite, bebemos e pilotamos e muitas vezes corremos mais do que precisamos porque acreditamos que com nossas motos somos invencíveis.

E tem ainda os que se intitulam ‘‘maus’’ e se organizam em seus próprios grupos com a intenção de se sentirem partes de alguma ‘‘organização especial’’, alguns se auto-intitulam como 1%.

Somos tão crianças que as próprias crianças se encantam conosco quando nós passamos ao lado delas.

O fato é que todos nós motociclistas somos no fundo crianças que cresceram.
Mas, por favor, nos deixem continuar sendo crianças, porque assim somos mais felizes.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Boa ação do dia


Esse vídeo foi uma dica do Rodolfo Sena. Um motociclista interrompe um rali na África para salvar um bezerro caído em um canal. Para calar a boca de quem ainda tem preconceitos contra motociclistas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns - Dia do motociclista


Já mostrei este vídeo aqui, mas não tenho outro melhor para homenagear todos os motociclistas neste dia. Curtam suas motos com coração e razão. Aproveitem enquanto não inventam uma lei idiota que estrague tudo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Opinião - Selo do INMETRO: Certificação ou Reserva de Mercado?


Logo após publicar o post abaixo em que falamos sobre algumas leis equivocadas e inócuas na tentativa de reduzir o problema da insegurança no trânsito me chamaram a atenção para o texto do André Garcia no site Best Riders (confira aqui) sobre a ilegalidade da exigência do selinho do Inmetro.
Concordo com o texto e recomendo sua leitura. Não é preciso nem entender de direito para ver que uma lei que proíbe você de usar um dos melhores capacetes do mundo, sem o selo do Inmetro, e permite usar um desses de R$ 50,00 oferecidos como brinde na compra de uma moto (com o selo do inmetro), não pode estar certa.
Claro que concordo com a exigência de certificação e fiscalização quanto a qualidade do que se produz e vende aqui (o Inmetro poderia até ser mais rigoroso), mas do jeito que está a lei tem incoerências e precisa ser revista.

sábado, 19 de março de 2011

O menor dos problemas


Em qualequer outra época e local, essa cena seria considerada uma tragédia, especialmente pelos "Harlistas".
Mas a situação no Japão é de tal gravidade que esse se torna o menor dos problemas.
Força Japão, vamos superar mais essa.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vamos andar de motocicleta!!!


Há muito tempo não vejo um vídeo tão sensacional, quase me fez chorar. Talvez não tenha tanto significado para os mais novos, mas para este velho tem. E parece que é uma propaganda de banco (onde tem uma agência para eu abrir a minha conta).
Não sei nem em que categoria do blog colocar, na dúvida vai para o "velho e feliz", "motos clássicas", "pensado alto" e "multimídia".
Assistam, não será tempo perdido.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Eu e o tempo


"Fiz um acordo com o tempo
Pedi a ele que me desse tempo
Para ver o tempo passar.
Acho que ele me atendeu
Mas não me disse
Quanto tempo vai me dar"
Youssef

terça-feira, 6 de julho de 2010

Faro - a capital do motociclismo


Em Portugal tem uma cidade que se intitula "a capital do motociclismo", com direito até a monumento comemorativo. Deve ser legal morar num lugar desses, mas não sei o que há de especial por lá para ter dado origem a esse título.
Em outros paízes também temos algumas cidades com uma imagem fortemente ligada ao motociclismo. E no Brasil? Que cidade mereceria o título?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Honda x Yamaha


Não era a minha intenção, mas a velha discussão sobre qual é a melhor, Honda ou Yamaha, parece ter se reacendido com meu tópico "Saudades de um Yamahento".
A foto acima foi feita em um passeio organizado por um fórum na net em que o objetivo era discutir amigavelmente o assunto e chegar a um consenso e uma resposta definitiva.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Saudades de um Yamahento


Desde criança, quando motos eram apenas uma paixão inatingível, eu sempre fui um Yamahento. Da para ver pela quantidade de "reclames" da Yamaha no blog. Verdade que hoje já não sou xiita por marca alguma (talvez pela Guzzi) mas para um yamahento histórico como eu a linha do melhor "custo X benefício" adotada recentemente pela Yamaha soa bastante estranho.
Não estou querendo fazer propaganda contra nem desmerecer os produtos atuais da marca, mas vou dar minha opinião sobre o assunto.
Se analizarmos os últimos movimentos do mercado veremos que, em quase todas as categorias, a Yamaha está usando o discurso do custo x benefício e tenta enfrentar o domínio do mercado pela Honda com motos de menor cilindrada ou menos tecnologia.
Veja abaixo um gráfico demonstrativo

Ocorre que isto é a negação da tradição da marca no Brasil. Yamaha sempre foi sinônimo de desempenho e modernidade, enquanto Honda significava durabilidade e custo baixo.
A maior diversão de todo yamahento, por sinal, era tentar bater as Honda com motos de menor cilindrada. Desde os embates históricos entre "viúva negra" e "sete galo" este modelo se repete; depois vieram as DT 180 enfrentando as XL 250 e outras disputas menos importantes. Mas sempre Yamaha significa desempenho e modernidade. Não que a Honda não tivesse modelos modernos ou de bom desempenho, mas sua marca era (e é até hoje) a de produzir motos resistentes e econômicas.
A opção de oferecer produtos de menor cilindrada e menos tecnologia (especialmente a Injeção eletrônica) e tentar ganhar mercado no preço pode até dar certo, mas pode ser um tiro no pé.
No último ano a Honda ampliou ainda mais sua fatia de mercado. Segundo dados da revista Motociclismo, na comparação entre abril de 2009 e abril de 2010 a fatia da Honda aumentou de 68% para 77%; já a Yamaha caiu 3 pontos (de 14% para 11%)
Note que a única categoria em que a Yamaha desbancou a Honda foi justamente aquela em que lançou um produto moderno e mais potente do que a Honda: a XVS 950 Midnight Star.
Custo x benefício pode ser bom, mas pode queimar uma imagem construída durante décadas. Além disso, se a Yamaha não conseguir enfrentar a Honda usando suas qualidades tradicionais (desempenho e modernidade) será que vai conseguir vencê-la justamente naquilo que a Honda é tão forte (custo x benefício)?
Bem, eu que já não sou tão Yamahento assim não vou me incomodar muito com isso. Em alguns casos, como a XJ6, acho que a Yamaha nos presenteou com uma ótima opção; em outros acho que está devendo.
Ainda bem que hoje não precisamos mais ficar limitados ao duelo Honda X Yamaha.
Nos últimos tempos, a bem da verdade, tenho me tornado mais Kawasakento do que nunca.

sábado, 24 de abril de 2010

Acidentes fatais diminuem 52%...na Espanha


É, não deixa de ser uma boa notícia, mas seria muito mais interessante para nós se fosse por aqui também.
Acabo de ver a notícia no blog do Jaime Alguersuari, que parece ser o tio do Piloto de F1 homônimo.
A queda de 52% nos acidentes foi na comparação dos primeiros meses de 2010 com os do mesmo período do ano passado e chega a 70% na comparação entre março de 2007 e março de 2010.
O que os espanhóis estão fazendo? Sinceramente não consegui descobrir; mas os números demonstram que quando se quer fazer algo os resultados aparecem.
Detalhe: no mês de março foram apenas 11 acidentes fatais em toda a Espanha; coisa que se alcança em São Paulo em poucos dias.
Enquanto isso, por aqui, quando se faz alguma coisa é somente discutir leis absurdas e ineficazes. Na maior parte, limitadas a restringir os direitos do motociclista.
Embora fale sobre segurança no meu blog, não sou um especialista. Apenas um leigo interessado; mas tenho certeza de que uma meia dúzia de providências simples e pouco onerosas reduziriam muito os índices elevadíssimos de mortes em acidentes com motos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O verdadeiro motociclista


Tenho visto muita gente falando e escrevendo sobre "o verdadeiro motociclista". Acabei ficando curioso e procurando entender quem é esse cara; afinal, parece que muitos o procuram mas poucos já o viram.
Na multidão de vozes que falam sobre o assunto vi de tudo. Para alguns é uma questão de CC (estou falando de cilindrada e não de suor); nesta visão se exclui do grupo de canditos quem esteja abaixo de um determinado número. A marca limite varia mas, certamente, com 125cc você não pode ser um motociclista.Os donos de 125 reclamam, é claro, mas dizem que uma Pop 100 não pode ser chamada de moto.
Para outros, é o local por onde você trafega que determina se você é um "verdadeiro motociclista". Neste caso, só os estradeiros atingiriam tal nível de qualificação. Quem usa moto para ir ao trabalho, faculdade ou pequenos passeios não poderia conhecer a essência do motociclismo.
Pode-se encontrar também muita gente que define o motociclista pela adesão a um moto-clube. Assim, motociclista solitário é uma vergonha para a classe, alguém totalmente desprezado. Se fizer parte de um moto-grupo, pelo menos, começa a adquirir algum respeito e o direito de existir. Agora, motociclista mesmo só depois de conseguir o seu colete. Alguns ainda acrescentam umas regrinhas extras, não permitindo a retirada do colete por qualquer motivo (pra tomar banho pode?).
Outra vertente segue a linha da idade. Opa! Agora vou me dar bem. O verdadeiro motociclista seria o "tiozão" que pode contar como eram as coisas no "seu tempo", quando um motociclista sempre acenava ao cruzar com outro, independentemente de marca ou cilindrada. Se for esse o caso, realmente será difícil achar o "verdadeiro motociclista", pois a maioria dos motociclistas não chega a envelhecer. Quem chegar lá terá provado que é um motociclista de verdade.
Mas, afinal, quem é esse cara (ou essa mulher) que todos procuram e ninguém encontra? Quem pode ser chamado de um verdadeiro motociclista?
Ora, a resposta é simples: sou eu; ou melhor: é você. Somos todos nós que, apesar de todos os riscos, da falta de segurança de nossas estradas, do grande número de idiotas dirigindo veículos que pesam toneladas, dos buracos, do IPVA e do DPVAT, apesar da discriminação, de sermos vistos como bandidos ao entrarmos num banco segurando o capacete, apesar da chuva que não acaba nunca, insistimos em andar sobre duas rodas.
A vida já é complicada demais e as pessoas divididas demais para ficarmos gastando nosso tempo e energia tentando decifrar quem pode ser chamado de um "verdadeiro motociclista".
Não vou deixar que ninguém me rotule, seja pela idade, seja pela cilindrada da minha moto ou pelo fato de eu andar sozinho ou em grupo. A liberdade não convive com rótulos.
Um verdadeiro motociclista? SOU EU!!!