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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

TDM 225 virou Yamaha Bronco







Uma das coisas que me da alegria de fazer o blog é quando alguém de fato aproveita algo dele, não só como distração ou por ter gostos semelhantes, mas para algo prático. Alguns amigos já relataram ter escapado de acidentes por colocarem em prática dicas do blog.
No caso da Rosa Freitag, não foi algo tão precioso como ser salvo de um acidente, mas o blog contribuiu para a realização de um projeto muito legal. Abaixo vai a descrição feita por ela mesma sobre a transformação da TDM 225 na que é, provavelmente, a única Yamaha Bronco do Brasil.

Aqui vai a história da minha Bronco: há uns 3 anos comprei uma XT225 para andar na cidade, adorei a moto, e depois de um tempo resolvi adaptá-la para trilha e deixei em Campos do Jordão. Para substituí-la, pensei em comprar uma TDM225, que por ter a roda dianteira de 19", seria ainda mais ágil na cidade. Mas achava a TDM feia demais! Aí, em algum resultado de pesquisa do Google apareceu a sua página do blog falando da semelhança da Bronco com a nossa TDM. Eu me apaixonei pela Bronco, e comecei a pesquisar tudo sobre ela, e mostrei para o Marcello da Gas Motorcycles, que estava fazendo projetos de transformação de motos. 
Ele também achou linda, e começamos a pesquisar opções para a adaptação. Primeiro a ideia seria fazer uma transformação da TDM, usando tanque e paralamas da Intruder, algo assim. Comprei uma TDM 2004, a última série, que vinha com farol redondo. Uns dias depois, um japonês postou no grupo da XT225 (moto ainda amada no mundo inteiro) no Facebook uma foto de uma Bronco, e eu perguntei onde poderia conseguir peças dessa moto, como um tanque. Ele me passou uns links para um site de leilões no Japão, onde havia opções de tanques, das laterais... aí fucei nesse site e descobri um sistema de intermediação de compras em inglês, o buyee.com. E por sorte, alguém estava desmontando uma Bronco inteira e todas as peças necessárias para a réplica estavam sendo leiloadas!! Eu dei lances automáticos em várias peças e consegui arrematar o tanque, as laterais, os paralamas, sendo o traseiro com lanterna, o porta-ferramentas, o painel e o suporte de farol. Botaram tudo numa caixa e me mandaram por correios. Demorou ums 2 semanas para chegar no Brasil e mais uma semana para passar pela receita federal. Isso foi em outubro de 2014, e recebi o aviso para ir buscar nos Correios. Paguei super feliz o imposto de R$ 600 sobre todas as peças (o total das peças + frete não chegou a R$ 1.000), mas quando me entregaram a caixa, notei que era pequena demais para conter tudo isso. Daí olhei o nome do destinatário - alguém na cidade de Jequié - BA. Na hora de taxarem as encomendas, trocaram a minha caixa com a dessa pessoa!! Expliquei o ocorrido para a gerente da agência, que disse que iria entrar em contato com a agência em Jequié e pedir para enviarem a minha caixa, e eles fariam o mesmo. Uns dias depois fui à agência, e me disseram que a instrução foi de encaminharem novamente para a Receita Federal em SP para uma nova avaliação da encomenda.... pois esse processo demorou mais 2 meses, o status da encomenda não mudava nunca, a encomenda da Bahia foi entregue e nada da minha... mas dias antes do Natal, chegou a minha caixa!!
Entreguei a moto e todas as peças da Bronco para o Marcello, e ele logo depenou a TDM, removeu todos os suportes do banco e carenagens, e ficou de me entregar em uns 45 dias. Mas, segundo ele, para encaixar o banco e o tanque deu bastante trabalho, tentativas e erros. Após as novas soldas, o quadro foi repintado. O tanque foi apenas lixado e envernizado, e foi feita a vetorização do logo encontrado na web, pois o tanque veio sem o adesivo do logo "Bronco".
Enfim, a moto ainda não está finalizada, pois o paralama dianteiro também foi complicado de colocar (o pneu da Bronco tem largura menor e não queria entrar, e no Brasil não tem um pneu dessa medida)
  Mas eu queria de qualquer jeito estreá-la no DGR, e implorei para ele acelerar o processo e me deixar andar na "Bronco" mesmo ainda não acabada. Em 26 de setembro de 2015 realizei esse sonho, e amei a moto! Ela é linda, confortável e divertida! Agora vai voltar para a oficina para os últimos retoques e em breve andarei todos os dias com ela em SP!!
Abaixo algumas fotos da transformação:







 










Ps- Publiquei a mensagem da Rosa exatamente como veio, com todos os detalhes e suas próprias palavras poris achei tudo muito interessante. Parabéns a ela por não ficar só no sonho e correr atrás de seus objetivos. Parabéns também pelo bom gosto.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Triumph define lançamentos

Apenas atualizando o tópico abaixo, acaba de sair a informação mais precisa sobre os modelos e preços da Triumph. Bonneville abaixo de 30.000,000 (Uhuuuuu) e a Tiger 800 XC abaixo do preço da BMW F800GS. Mais detalhes aqui. E vamos quebrar os cofrinhos para levar uma Bonnie pra casa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Intruder 2012

Não costumo mostrar novidades e lançamentos aqui no blog, mas em se tratando da Intruder 125, minha pequena moto do coração, vou fazer uma exceção.
Quem mostrou o "furo de reportagem", já que ainda não foi anunciada em nenhum lugar, foi a Fá (da comunidade "Intruder 125")

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Kawasaki W800 - Lançamento?


Não é sempre que se pode colocar no blog um tópico que tanto vale para a seção "Retrô-bikes" como para a "Moto do coração" e até para a "lendas urbanas", que fala sobre possíveis lançamentos.
Aqui no blog já mostramos as Kawasaki Estrella 250 e W650 (há também a W400 no Japão); agora, especula-se que a Kawasaki esteja prestes a lançar a W800, para concorrer mais diretamente com a Triumph Bonneville.
Eu, que já me contentaria com uma W400, gostei muito da idéia. Mas, claro, nada que tire a Bonneville do primeiro lugar na minha lista de motos dos sonhos.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Guzzi Nevada - Edição de aniversário


Cada dia mais apaixonado pela Guzzi, não poderia deixar de enfeitar o blog com essa Edição comemorativa dos 20 anos da Guzzi Nevada. Bela moto, infelizmente não disponível por aqui, exceto por importação independente.
Foto emprestada do www.motoblog.it
Click na imagem para ampliar.

terça-feira, 16 de março de 2010

Guzzi - V7 Classic e Café Classic - Novas Cores

Não se trata de nada muito especial, apenas novas cores. Ou melhor, é sim muito especial, afinal, trata-se da Guzzi. A V7 Classic e a V7 Café Classic já foram mostradas aqui na seção "Retrô Bikes" e estão entre as minhas preferidas.
Esta semana estão sendo apresentadas essas aí abaixo em novas cores. Gostei da pretinha estilo "lotus JPS" e da Café Classic branca, mas minha preferida ainda é a Café Classic dourada.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

De pai para filho


Ao contrario do que alguns podem imaginar as motocicletas não são o assunto principal deste blog; são as pessoas que giram em torno delas que me interessam. Dicas de segurança são para as pessoas, motos clássicas me interessam pelas histórias que estão envolvidas nelas. Por mais que admire as máquinas, pessoas são sempre mais importantes.
Nessa linha, queria mostrar a vocês uma história bacana, sobre máquinas mas, principalmente, sobre as pessoas que estão ligadas a elas.
É impressionante como as motos e, as vezes uma marca, estabelecem vínculos que passam de geração a geração. A Yamaha parece que conseguiu isso na vida da família Vicente.
Essa linda DT 180 ai acima, com apenas pouco mais de 3.000 Km é uma preciosidade encontrada pelo Rodrigo Vicente. Ele já teve, antes dela, motos como a DT 180Z, DT 200, RD 350R e XTZ. Hoje, além da DT raríssima, anda com a DT 200.
Mas a história do Rodrigo com as motos teve início por causa do Pai, Robertson Vicente, que nos anos 80 já fazia suas trilhas com TT 125 e depois com a DT 180, além de encarar o barro em Bajas também. Vejam algumas fotos daquele tempo abaixo:


Recentemente, o Rodrigo é que influenciou o pai e, depois de 20 anos, convenceu o "velho" a voltar às duas rodas. O Sr. Robertson é hoje o feliz proprietário de uma XTZ 125 (embora ainda ache a DT 180 muito melhor).
Nessas idas e vindas, compras e vendas de motos, o mais bacana é ver uma família escrevendo sua história, hoje até mais unida, em torno das duas rodas.
Veja mais algumas fotos da família abaixo:


Rodrigo, aprendendo a gostar de barro ao lado do irmão (chamado Robertson como o pai)









O Sr. Robertson em seus tempos de aventura.













Essa é outra DT, do amigo Fábio (até amigo tem que ter Yamaha).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dia Internacional da Lambretta


Hoje, 12 de dezembro, é o "Dia Internacional da Lambretta". Como sei? Acabei de inventar. Procurei no google e parece que não existia, então criei.
Na verdade estou tentando me redimir, já que tenho me esquecido quase que por completo dessa maravilhosa invenção humana. Ao colocar um "hora do reclame" sobre a Lambretta na semana passada vi o comentário do Anderson, dono do blog Lambretta Brasil, e percebi minha falha.
Então, esta semana estou fazendo uma homenagem especial. A foto que ilustra esse tópico e o vídeo abaixo são do blog do Anderson.
Lambreteiros do Brasil, perdõem-me e divirtam-se.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Moto do Coração - Suzuki Savage 650


Tá bom, nem todo mundo vai concordar mas, se não for uma "moto do coração" para ninguém mais, pelo menos, para mim é.
Para entrar na seção Moto do Coração os pré-requisitos sâo:
1 - Que não esteja mais em produção, mas não seja muito antiga (para as a mais antigas veja o site www.motosclassicas70.com.br)
2 - Que tenha uma legião de admiradores fiéis.
3 - Que tenha personalidade.
4 - Que eu vá com a cara dela.
A Savage só não tem uma legião tão grande assim de admiradores, mas tem um em especial: eu.
Nem todo mundo aprova o seu estilo e muitos reclamam do motor. Aquela coisa que chega a ser quase um preconceito: "se não for motor em V não é custom". Concordo que uma monocilíndrica de 650cc não é coisa muito comum na categoria, mas é aí que entra o quesito personalidade.
Mas vamos à moto. Suas qualidades mais destacadas são a simplicidade e baixo custo de manutenção. Embora nem sempre seja fácil achar peças hoje em dia, a moto não pede muitas visitas ao mecânico. A transmissão por correia dentada é outra marca da Savage, garantindo conforto, durabilidade e baixo custo de manutenção.
O motor não lhe dá uma velocidade assombrosa mas tem muito torque. Além disso a moto é boa de cidade, sendo razoavelmente maleável para uma custom, e encara bem as estradas.
A suspensão dura, principalmente na traseira, é uma reclamação comum, mas não é exclusividade dela.
Do estilo não dá para falar muito, ou você gosta ou não; eu gosto.
Tenho pensado seriamente em procurar uma bem conservada e escrever uma loga história com ela. Essa aí da foto estava à venda até algum tempo atrás. Quem sabe não acho uma assim?


Conforme bem informou o blogueiro Newton, nos comentários, a Savage ainda é fabricada com o nome de Boulevard S40. Tá aí a foto do site da Suzuki para confirmar, e os americanos podem comprá-la por cerca de $4.500,00. Sobre as peças serem encontradas com facilidade já não tenho tanta certeza, mas por ainda estar em linha, certamente, ninguém vai ficar na mão. Mas não vou tirá-la da seção Moto do Coração por ainda estar em linha; Moto do coração é moto do coração.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Moto do Coração - Virago XV 250 e 535


A seção "moto do coração" não ficaria completa sem essas maravilhosas motocicletas.
Vamos falar aqui especialmente da 250 e da 535 que chegaram a ser fabricadas aqui.
As Virago marcaram época e, até hoje, muitos se perguntam como é que a Yamaha fez a burrada de tirá-las de linha.
É difícil encontrar alguém que tenha possuído uma e não morra de saudades. Quem tem não quer vender.
Uma das maiores provas de suas qualidades é o preço de revenda bastante alto, apesar de já estarem há algum tempo fora de linha.
Linhas de extremo bom gosto, personalidade, ótimo acabamento e bom conforto são apenas algumas de suas qualidades.
Na 250 acrescenta-se o bom desempenho e maleabilidade no trânsito urbano. Na 535 o destaque é a transmissão secundária por eixo-cardã, coisa rara em sua categoria.
O motor de dois cilindros em V, refrigeração a ar em ambas, cumpre bem a sua função, entregando 21HPs na 250 e 46,2 na 535. Além de tudo, são razoavelmente econômicos. A 250 chega aos 30km/l e a 535 não tem dificuldade para passar dos 20km/l.
Defeitos? Pouquíssimos: a pequena autonomia (especialmente na 535) e a suspensão traseira de pequeno curso são alguns dos itens que recebem críticas. Os mais apaixonados dizem que o defeito não é da suspensão, mas de nosso asfalto (no que eu concordo).
Uma autêntica "moto do coração".

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"Moto do Coração"- Vespa


Esta vai gerar reações antagônicas, com certeza, mas quem poderá negar que merece o título de "moto do coração"?
Afinal, a vespa está aí no mercado há mais de 60 anos e já vendeu mais de 17 milhões de unidades. Tá certo que o modelo atual pouco tem a ver com os mais antigos, especialmente pelo motor, já que o antigo 2T foi trocado por um moderno 4T.
Confesso que, pessoalmente, não tenho muita coisa pra falar desse clássico das duas rodas; nunca tive um, nem meus amigos mais próximos. Lembro apenas de um que possuia uma PX 200 1986. O cara era apaixonado pela "motinha".
Destaco apenas duas curiosidades: As pequenas rodinhas surgiram em razão de a Piaggio ser fabricante de peças para aviões no tempo da Segunda Grande Guerra; outra, que pouca gente sabe, é que em seu retorno ao Brasil, no final dos anos 80, a PX 200 chegou a vender mais do que a CG da Honda.
No mais a Vespa é isso: ou você ama ou odeia.

E por falar em "moto do coração" vai ser difícil achar uma foto que ilustre melhor a seção do que essa aí acima. A menina da foto (Fátima) é hoje uma feliz "intrudeira", mas, certamente, nunca esquecerá da Vespa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Moto do Coração" - DT 180-200






Depois de fazer um "Moto do Coração" com a XL 250R não poderia deixar de apresentar sua rival. A DT 180 veio um pouco antes da Honda, no final de 1981. Apesar da menor cilindrada e potência, a DT colecionou vitórias nos campeonatos existentes então.
Parece que a história da Yamaha foi sempre essa: bater motos da Honda mesmo tendo cilindrada inferior. Já eram famosos os "pegas" entre a RD 350 (Viúva negra) e a CB 750 (Sete-galo). Até a pequena RD 135 se gaba de dar ralo em motos maiores. Entre a DT e a XL não foi diferente. Cada uma tem sua legião de fãs e, evidentemente, não será esse humilde blog que dará um ponto final à discussão sobre qual era a melhor. Vale apenas lembrar da rivalidade e de como a DT se dava bem na terra, sendo mais leve e com um motor mais agressivo. Na estrada, evidentemente, a potência da XL lhe dava boa vantagem.
Falando especificamente sobre a DT, era uma moto moderna, com suspensão traseira mono-amortecida, leve, prática e com um bom motor. Para quem gostava de motos 2T praticamente não tinha defeitos. Ainda mais naquela época de tão escassas opções.
Vale destacar também a beleza e harmonia de seu estilo. Para mim, a primeira ainda é a mais bonita.


A DT 200, que viria somente no final de 1991, não é uma 180 aumentada; trata-se de uma moto bem diferente, com motor refrigerado a água e 25 hp. Essa sim, ainda segundo minha opinião, muito bonita, superando até as DTs antigas (estas continuaram em linha até 1997).
Novamente, uma Yamaha 2T que ficou famosa por andar mais do que muita moto maior. Basta dar um procurada nas comunidades ou no Youtube para comprovar.
DT 180-200. Leve como a 180, mas com uma potência significativamente superior, essa moto, como se diz, "é o bicho". Uma verdadeira rainha das trilhas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Moto do Coração" - XL 250R


Depois da secura que passamos com a proibição de importação de motocicletas e do início tímido das nacionais (RD 50 da Yamaha e CG 125 da Honda) a XL 250 marcava, em 1982, um momento em que motos modernas começavam a ser nacionalizadas. O motor com 4 válvulas no cabeçote de 22HP, a suspensão traseira com pró-link, entre outros detalhes, agradaram bastante. Também era uma moto de bom porte, algo também muito desejado naqueles tempos em que ficamos privados das motos de maior cilindrada.
É verdade que a DT 180, sua eterna rival (e que será nossa próxima “moto do coração”) costumava se dar melhor nas trilhas, com seu motor 2T e porte mais leve, mas nada disso tirava dos admiradores dos 4T o valor da XL. Na verdade tratava-se de opções bem distintas. O torque, a robustez e o porte da XL tinham muitos admiradores e a moto vendeu bem.
Tanto é assim que a moto gerou sucessoras. A XLX 250 viria logo após, inicialmente com dois carburadores e mais potente. Depois voltaram a usar o carburador único. A XL 125 também é um desenvolvimento de mercado da XL “mãe”, embora mecanicamente não tenham um parentesco tão próximo. A XLX 350, que viria em 1987, segue a mesma linha, atendendo a expectativas do mercado.
Voltando à original, a XL 250, um dos poucos itens em que deixava a desejar era o freio dianteiro, ainda a tambor. Os contragolpes no pedal de partida também eram criticados, embora fossem muito mais fortes no modelo XLX 350 do que na 250.
Resumindo, quem teve uma tem saudades, quem ainda tem é um privilegiado; O Afonso, por exemplo, é o dono dessa aí de cima, que ilustra o tópico. Depois de pertencer por vários anos ao seu pai ele a recebeu como “herança” e garante que não vende a ninguém; vai guardar para como herança para seu futuro filho. É ou não é uma “moto do coração”?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"Moto do Coração" - CB400/450


A CB 400 acabou com um longo jejum, tempo de vacas magrelas, imposto pelo governo ao proibir as importações de motos em 1976. Quando a CB 400 surgiu, em 1980, as reações foram ambíguas; A grande maioria respirou aliviada por ter, finalmente, uma opção de tamanho e cilindrada maior do que os espartanos 125 e 180cc disponíveis no mercado. Uma parcela menor reclamou; afinal, não era fácil aceitar que 4 anos antes podia-se comprar uma CB400 four, ou uma GT380 (para quem preferia os 2 tempos), entre várias outras opções. A CB 400, única no mercado, tinha que satisfazer a todas as expectativas dos consumidores.
Mas ela tinha qualificações para enfrentar a dura missão. Trata-se de uma moto de concepção simples, mas bastante versátil. Seu motor é confiável, mas tem um desempenho razoável, com seus 40 hp (43,3 na 450). Pode ser considerada econômica também, dentro do desempenho que oferece, chegando a passar dos 25km/l em determinadas situações. Freios, ciclística e equipamentos em geral seguem a mesma linha de versatilidade e bom rendimento. Os freios, por sinal, tiveram diversas configurações, com disco simples ou duplo na dianteira e tambor ou disco na traseira; apenas o disco traseiro recebeu críticas por travar facilmente.
Vale dizer ainda que a moto é bastante confortável, praticamente sem vibrações, encarando bem tanto o trânsito urbano como as estradas. Somente numa tocada mais esportiva as suspensões mostravam alguma limitação, não transmitindo toda a segurança que se deseja.
Não vou citar aqui todos os modelos (foram muitos nesses 14 anos de produção até 1994), mas a minha preferida é a 450 Custom. Em todas as mudanças de grafismo, no entanto, a Honda conseguiu manter beleza e modernidade.
Hoje, tem uma legião de admiradores; gente que, privado de desfrutar dos lançamentos internacionais, não deixou de se divertir, trabalhar e viajar de moto, encontrando na CB sua companheira de aventuras. Difícil é comprar uma bem conservada, pois quem tem não vende, quem vende se arrepende.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Moto do Coração - Suzuki Intruder


“Moto do coração” é uma seção que destaca motocicletas que possuem muitos admiradores, ou admiradores apaixonados. Não necessariamente unanimidades. Esse é o caso da Suzuki Intruder 250. Quem gosta é apaixonado, mas também tem quem deteste, na verdade por não compreendê-la. Seu estilo desperta paixões, contra ou a favor.
Mas o que dizem os proprietários? Que ela é Linda, tem estilo, é confortável; seu motor tem um bom torque e a moto é bastante confiável. Uma mecânica simples mas bastante eficiente. Além de tudo, é econômica para sua cilindrada. A facilidade de “customizá-la” também atrai a muitos. Os acessórios são facilmente encontrados por aí, mas os mais ousados preferem fabricá-los. Defeitos? Quase nada, exceto o fato de não se poder comprar uma zero.

Mas aí entra em cena sua irmã menor. A Intruder 125 coleciona os mesmo elogios que a irmã maior, com a vantagem de se poder comprar uma “zerinho”, ainda mais econômica e confiável. Bem equipada pelo preço que se paga, a Intruder 125 é uma pequena grande moto. Uma enquete feita pela internet deu 93% de proprietários que se diziam “muito felizes” com a moto; não é pra qualquer uma.
Disse acima que elas não são bem compreendidas e, daí, muitas vezes criticadas. Acontece que a categoria a que pertencem não existe no Brasil. Não é uma “custom” no sentido mais tradicional do termo, como a Intruder européia (LC 125), com motor em V. As Intruders (GN na verdade), fazem parte de um estilo que foi popular na Europa quando as importações estavam proibidas. Eram motos simples, geralmente de um cilindro, mesmo em cilindradas mais altas (400 ou 600cc) e que misturavam um aspecto “retrô” com pitadas de motos “custom”. Sinceramente, não sei que nome se dá a isso. Mas todas as fábricas tinham seu modelo, concorrente da Intruder. A Yamaha, por exemplo, tinha a linha SR (250, 400), como a da foto abaixo. A Intruder (GN) também tinha a opção de 400cc na Europa.

Como no Brasil estas motos não chegaram, a Intruder ficou parecendo uma moto de estilo único e, por isso mesmo, amada por uns e detestada por outros. Os críticos reclamam que seu estilo não é definido mas, na verdade, ela está exatamente dentro da proposta dessa categoria que citei e que não existe no Brasil.
Veja também os modelos dessa categoria da kawasaki e Honda


Particularmente sou apaixonado por esta categoria e gostaria muito de poder comprar uma Yamaha SR 400 ou uma Intruder 400cc como essa aí embaixo .

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Moto do coração

Esta é uma nova seção do blog. Irei intercalar, assim como outras que virão, para que o blog não se torne cansativo, limitado às dicas de segurança. Mas quem quiser ver só as dicas de segurança pode clicar no marcador e está tudo lá.
“Moto do coração” vai dar destaque para alguns modelos que marcaram época ou que, mesmo ainda sendo relativamente novos, já nascem com uma legião de admiradores. Não há unanimidade nesse tipo de coisa e sei que muitos não concordarão com minhas escolhas (ou vetos), mas vou colocar aqui motos que eu entenda como máquinas de personalidade.
Já fiz isso, meio sem querer, ao colocar o vídeo da Moto Guzzi V7 Classic há alguns dias. Agora vai virar uma série. Pode pedir a sua “moto do coração”, mas não garanto que eu vá publicá-la. Tem que passar pelo crivo do Tiozão.
Abraço a todos.

XT 600
Tanto a sua antecessora, a Ténéré, assim como a sucessora XT 660, são motos dignas de estrear essa categoria, mas escolhi a 600 exatamente por estar no meio delas. É impressionante o grau de satisfação que os donos de XT 600 tem. Quase tudo é elogiado na moto e, quando algo é criticado (como a vibração) eles adotam o slogam dos proprietários de Harley e dizem “não é um defeito, é uma característica da moto”.
Ela é definida freqüentemente como “um trator”, mas não se iluda, não há aí nenhuma insinuação de lentidão ou de uma moto pesada. Ela arranca muito forte, tem boa velocidade final e, ainda por cima, gasta pouco para o seu tamanho. Poucas motos conseguem ser tão versáteis, enfrentando bem o trânsito da cidade, por cima dos retrovisores dos carros, mantendo boa velocidade de cruzeiro na estrada, mesmo com garupa, e passando pelas trilhas e estradas de terra como um verdadeiro trator.
Gosto ainda mais dela por ser um pouco mas leve e compacta que a Ténéré, sem deixar de ser imponente.
Mas nem tudo pode ser perfeito; uma moto tão apaixonante tem us sério problema: os larápios também a adoram e fazem de tudo para roubá-la.

Um pouco da história da família toda você encontra aqui: http://www.motoesporte.com.br/historia%20moto/historia%20yamaha%20tenere.htm
http://www.forumxt600.com.br/forum/ftopic4334.html