sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Dica da Semana - Esqueceram de mim.

Basta dar uma volta por aí, em qualquer rua, avenida ou equipamento público para ver como falta projeto em quase tudo. Da calçada que não serve para o portador de deficiência física à catraca do ônibus que proíbe os gordinhos de usá-la, até às ruas, feitas exclusivamente para os carros.
Caminhões, ônibus e...motocicletas, não são levadas em conta na hora de se fazer uma obra.
Daí surgem alguns perigos que podem complicar a vida do motociclista. O “mata-burro” da foto acima é um exemplo típico. Felizmente os “urbanos” como eu dificilmente vão encontrar esse obstáculo, mas existem muitos outros.
De quem foi a infeliz idéia de colocar placas metálicas lisas sobre os buracos que a prefeitura ou outro órgão público abrem?
Qual era a profissão do cara que inventou o “guard-rail”, que poderia ser apropriadamente chamado de “guilhotina de motociclistas”?
E o que falar dos inúmeros obstáculos que se coloca nas ruas, como as “tartarugas”, divisores de faixas, lombadas, faixas sinalizadoras que viram um sabão quando molhadas etc?
Bem, não preciso nem me esforçar muito para lembrar de quantos desses projetos maravilhosos temos por aí; você já deve estar pensando em alguns que encontra no seu caminho.
Pois é, como eles não pensaram na hora de projetar resta-nos prever esses perigos e driblá-los.
"Hora do Reclame" - Xispas
Já que falamos de motos nacionais no post abaixo vamos de Xispa na "Hora do Reclame".
Duas propagandas dos modelos mais recentes rebatizada como Tork. Por sinal, muitos confundem a história da marca, pois a Brumana-Pugliesi havia lançado uma moto de 125cc, com motor Minarelli, chamada de TORK 125. Depois desistiu de fabricá-la e usou o nome nas Xispas. A verdadeira Tork, de rodas grandes, quase ninguém conhece. Se alguém tiver uma foto dela manda aí que eu publico.

Duas propagandas dos modelos mais recentes rebatizada como Tork. Por sinal, muitos confundem a história da marca, pois a Brumana-Pugliesi havia lançado uma moto de 125cc, com motor Minarelli, chamada de TORK 125. Depois desistiu de fabricá-la e usou o nome nas Xispas. A verdadeira Tork, de rodas grandes, quase ninguém conhece. Se alguém tiver uma foto dela manda aí que eu publico.

sexta-feira, 1 de maio de 2009
Quem não tem cão....
As motos que você vê abaixo fazem parte de momento da história do motociclismo brasileiro que traz boas e más lembranças. Por um lado, foi um tempo de "vacas magras". A proibição das importações em 1976 e a lentidão no processo de lançamento de modelos nacionalizados nos deixaram por um longo tempo quase sem opções. As poucas que iam surgindo eram de baixa cilindrada e, muitas vezes, defasadas tecnologicamente. Mas, quem não tem cão caça com gato, diz o adágio popular. Esta circunstância motivou as revendas a investirem em personalizações de seus modelos, algumas vezes até ampliando sua cilindrada. Se, por um lado, foi um tempo de escassez, hoje deve trazer boas lembranças aos que foram proprietários de motos tão, digamos, exclusivas.
Será que algum leitor do blog teve uma dessas?
Yamaha TTM 125 personalizada pela Motorauto

Yamaha RD 75 personalizada pela Casarini

Honda CG bol'dor da Revenda Formula G

Honda Turuna 180 personalizada pela Revenda Comstar
Será que algum leitor do blog teve uma dessas?
Yamaha TTM 125 personalizada pela Motorauto

Yamaha RD 75 personalizada pela Casarini

Honda CG bol'dor da Revenda Formula G

Honda Turuna 180 personalizada pela Revenda Comstar
Viajar de moto: Por que é tão bom?
Viajar de moto é uma das experiências mais fascinantes que se pode ter nessa vida. Quem não tem o coração de motociclista provavelmente nunca entenderá o porque.
Mas até mesmo eu ,às vezes, fico me perguntando, afinal, por que é tão bom assim?
Não tenho respostas, só alguns pensamentos.
Em primeiro lugar, viajar de moto evoca sentimentos de tempos e realidades muito distantes de nós; é como se nos transportássemos para outra época e, de repente, lá estamos nós com nossa armadura, baixando a viseira de nosso elmo, preparados para uma missão distante e desafiadora. No fundo, mesmo que isso pareça meio estranho, todo motociclista se sente como um guerreiro, deixando a segurança e o conforto de sua casa para ir adiante, desbravar territórios e vencer desafios.
Também existe um sentimento quase místico, como se estivéssemos saindo de nossa própria vida, vendo o que há la fora. Viajar de moto é estar em movimento, é deixar a monotonia. A casa, o trabalho, nossa cidade, tudo fica para trás e seguimos adiante rumo ao desconhecido, mesmo que seja apenas a cidadezinha turística a 100km dali.
Viajar de moto também nos coloca em contato com uma outra vivência de relacionamentos que rompe com os paradigmas da vida moderna. Não há chefe, nem subordinados, apenas amigos, companheiros. E nenhum deles é melhor do que o outro, ninguém está competindo, somente compartilhando.
Há também uma intensa ligação com o campo do conhecimento. Todas as matérias estudadas em uma sala de aula são experimentadas, mas de uma forma muito diferente da que qualquer professor conseguiu nos proporcionar. A matemática está alí o tempo todo: são retas, curvas, tagências, ângulos, 100, 120, 140..., melhor parar por aqui. A física então, nem se fala: inércia, aceleração, movimentos retilíneos uniformes (ou não), calor, velocidade do vento; porque isso não parecia interessante na sala de aula?
A geografia e a biologia também são matérias sempre presentes em vales, montanhas, serras, colinas, rios e cachoeiras, pássaros (sim, eles ainda existem). Até mesmo a história, seja dos lugares ou das pessoas que encontramos, acaba nos atraindo.
O português não fica de fora e nem limitado à leitura de algumas placas; viagem de moto combina com histórias, contos , poesias, música; tudo inserido em longas conversas e não circunscritas a aulas, cadernos e horários.
Em uma viagem de moto também entramos em contato com nossos valôres mais elevados. Coisas como liberdade, respeito, responsabilidade,solidariedade, são sempre presentes. Até mesmo nosso contato com o criador é estimulado; nossa mente viaja também, medita, contempla. Diante de todas estas experiências olhamos para o dom maravilhoso que nos foi dado, a vida, e para aquele que nos deu tudo isso e somos levados a dizer, ainda que sem palavras: "muito obrigado".
Dica da Semana - Projeção no Espaço Virtual

Nunca ouviu falar disso? Eu também não; acabei de inventar o nome. Mas não se assuste, não é nada tão difícil de entender.
Antes de mais nada é preciso reconhecer que todo motociclista a pratica, é algo que fazemos até inconscientemente.
Vamos tentar explicar: Especialmente no trânsito nervoso das grandes cidades e quando se dirige de forma um pouco mais agressiva, o motociclista, muito mais do que um motorista comum, costuma usar espaços que ainda não existem. A agilidade da moto e sua facilidade de mudar de direção, aliada à rapidez de raciocínio que só um motociclista tem (rsrs), faz com que nos projetemos para um espaço qua ainda vai se abrir. Acontece que, no trânsito nervoso e com motoristas imprevisíveis, nem sempre este espaço surge.
Vamos a alguns exemplos, pois tenho a impressão que ainda não consegui ser claro o suficiente. Ao ver o trânsito começar a parar lá na frente, o motociclista pensa "não preciso frear, vou cair para o corredor", mas, basta que um motorista desatento se posicione mau para que o espaço (que exitia virtualmente em sua cabeça) desapareça; Nesta situação, pode não dar mais tempo para frear e o corredor está emtupido pelo tal desavisado.
Outra situação: O motocilista acelera para cima do carro da frente pensando em, na última hora, jogar para a faixa ao lado, onde ele vê que um espaço se abrirá. Novamente, basta ter um apressadinho ou uma pessoa muito lenta naquela faixa para surpreendê-lo e o espaço não aparecer. Mais uma vez, não da para ir para o espaço que não se abriu e não dá mais para frear.
Projeções no espaço virtual, que não existe ainda mas que, percebemos que se abrirá, é algo que fazemos com muita frequência. Essa dica não é para que você, simplesmente, pare de usar o espaço virtual, mas para alertá-lo sobre o seu perigo. Arrisque-se menos, arrisque menos a vida dos outros. Cuidado com o excesso de confiança, pois o trânsito não é algo exato e previsível.
Se não for atento a isso a "projeção no espaço virtual" pode se transformar em "projeção ao chão real".
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