quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dica da Semana - Mantenha distância...dos idiotas


Outro dia vi um adesivo em um carro que dizia "aproveite bem o seu dia antes que um idiota o estrague". Eu creio que podemos fazer melhor: aproveite bem o seu dia e mantenha distância dos idiotas.
Vamos explicar melhor a coisa para que você entenda a dica de segurança de hoje.
Um dos maiores peridos no trânsito hoje são os idiotas, e como tem deles por aí. São facilmente reconhecidos, pois não conseguem esconder a sua índole. Não vou tentar descrevê-los pelo seu modo de vestir ou pelas características de seus carros para não cometer uma generalização e ser injusto com alguém. Além disso existem muitos tipos de idiotas e, às vezes, é difícil identificá-los assim. Pode ser um Pit Boy numa pick-up (com seu pitbull na caçamba), mas também pode ser um velhinho numa Belina 1975. Como disse, vou evitar essa caracterização pela aparência, pois não se pode discriminar alguém por dirigir uma pick-up ou uma Belina.
É no comportamento que se identifica o idiota: atidudes agressivas no trânsito, colar na traseira dos outros, tentar mudar de faixa a todo tempo forçando a passagem, bração pendurado para fora da porta com uma lata de cerveja na mão, são apenas algumas das marcas típicas desses sujeitos.
Depois de identificá-lo o que fazer? Vamos dar uma lição nesse sujeito? Não, definitivamente não.
É aí que mora o perigo. Colar na lateral dele e dizer seu "%$#@{%¨&", ou chutar a sua porta,não mudará nada as coisas, além de expor você a uma série de riscos. Ao lidar com o idiota dessa maneira corremos o risco de nos tornarmos tão idiotas quanto ele. Simplesmente passe longe do cara. Acelere a passe adiante ou fique mais para trás, mas tenha a certeza de que está fora do alcance dele. Ele vai fazer besteira, isso é certo, então, é melhor não estar por perto.
Nunca dê a ele uma segunda chance. Se não conseguiu identificá-lo a tempo ou viu uma besteria que ele fez, suma de perto dele antes que ele apronte novamente.
Quando você for tentado a dar-lhe uma lição lembre-se de que, na melhor das hipóteses, você estará se promovendo à categoria de "instrutor de idiotas".
Para encerrar, alguns textos da sabedoria bíblica para você meditar:

"Mesmo que você batesse num tolo até quase matá-lo, ainda assim ele continuaria tão tolo como antes."(Provérbios 27:22).

"Qualquer tolo pode começar uma briga; quem fica fora dela é que merece elogios." (Provérbios 20:3)

Reciclagem - O que será das clássicas no futuro?


Alguns países europeus têm uma política ambiental que coloca em sério risco os encontros de motos clássicas do futuro.
Trata-se de um incentivo financeiro à troca de motos antigas por modelos novos, menos poluidores. Os valores não são tão altos, mas como a procura por motos usadas não deve ser tão grande nos países ricos o "incentivo" parece funcionar.
Uma moto 2T, muito mais poluidora, tem uma recompensa mais alta na troca por uma nova.
O destino das "velhinhas" é a destruição para reciclagem.
Nada contra os esforços por um planeta mais limpo, mas ver o destino dessas motos parte o coração. Gosto das clássicas pelo que elas representam, pela história que carregam. Não acho que mereçam ser descartadas assim.
Quem sabe se em vez de mandar para a sucata não seria melhor entregar a um grupo de colecionadores que preservassem sua história?
Imagine como será um encontro de motos clássicas no futuro, sem nenhum cheirinho de 2T.

sábado, 19 de setembro de 2009

Apache 180 - Lançamento da Dafra?

Já faz algum tempo que se anuncia que este será o próximo lançamento da Dafra. Falta menos de um mês para o salão Duas Rodas, portanto, logo saberemos se é apenas mais uma lenda urbana ou se vai se concretizar.
Não sei se a moto presta, mas o vídeo é legalzinho.

Programa de índio, na Índia

O vídeo abaixo é um trailer de um documentário sobre uma viagem de moto na Índia. Interessante é que as motos são justamente as Royal Enfield, recentemente mostradas no blog.
Depois de ver esse filme você nunca mais vai reclamar das nossas estradas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O que dizem os números?


Essa tirei do site motosegurança . Uma pesquisa que, embora já antiga, deve manter-se atual na maior parte de suas conclusões. De uma olhada abaixo e depois me diga o que achou. Surpreso com algum dos ítens? Discorda? Comente a vontade.
Nos dados estudados sobre acidentes, há algumas observações especiais relacionando a causa dos acidentes, ferimentos causados e características dos acidentes de motocicleta estudados. Estas conclusões estão resumidas abaixo.

1. Aproximadamente três quartos dos acidentes motociclísticos envolveram uma colisão com outro veículo, que na maioria das vezes era um carro de passageiros.

2. Aproximadamente um quarto dos acidentes foram de apenas um veículo, envolvendo a motocicleta colidindo com a rodovia, ou algum objeto existente no ambiente.

3. Falha mecânica foi responsável por menos de 3% dos acidentes e na maioria das vezes foram acidentes de apenas um veículo, onde a perda de controle foi decorrente de um pneu furado.

4. Nos acidentes de apenas um veículo, o erro do piloto estava presente em dois terços das vezes, como fator de causa, sendo o erro típico a queda em função da aplicação excessiva de frenagem ou da abertura do raio da curva em razão do excesso de velocidade, ou falta de inclinação da motocicleta.

5. Defeitos do pavimento (ranhuras, buracos, emendas, etc.) foram responsáveis por 2% dos acidentes. Houve o envolvimento de animais em 1% dos acidentes.

6. Em dois terços dos acidentes com múltiplos veículos, o motorista do outro veículo violou a preferencial do motociclista, causando o acidente.

7. A incapacidade dos motoristas em detectar e reconhecer motocicletas no transito, é a causa predominante dos acidentes com motocicletas. O motorista do outro veículo envolvido na colisão “não viu” a motocicleta antes da batida, ou somente a enxergou quando era tarde demais para evitar o acidente.

8. Ações hostis deliberadas do motorista contra um motociclista, raramente é causa de acidente. A configuração mais frequente, é o motociclista indo reto, quando o carro faz uma conversão para a esquerda, na frente da motocicleta.

10. Interseções são os lugares mais prováveis para o acidente de motocicleta, com o outro veículo violando a preferencial e, geralmente, violando as leis de trânsito.

11. Condições climáticas não são um fator de acidentes com motocicletas, em 98% das vezes.

12. A maioria dos acidentes com motocicletas envolvem pequenos trajetos associados à uma ida ao shopping, pequenas tarefas, amigos, diversão ou recreação, com o acidente acontecendo a pouco tempo da origem do trajeto.

13. A visualização da motocicleta pelo motorista do outro veículo envolvido no acidente é limitada em função de brilho, ou obstruída por outros veículos, em quase 50% dos acidentes com mais de um veículo.

14. Visibilidade da motocicleta é um fator crítico nos acidentes com mais de um veículo, sendo que o envolvimento em acidentes é significativamente reduzido pelo uso do farol ligado (inclusive de dia) e o uso de jaquetas nas cores amarela, laranja ou vermelho-vivo, de alta visibilidade.

15. Vazamentos do sistema de combustível estiveram presentes em 62% dos acidentes de motocicleta, na fase pós-batida. Isto representa real perigo de fogo.

16. A velocidade média pré-batida foi de 47,7 km/h e a velocidade média das batidas foi de 34,4 km/h. Em uma a cada mil batidas, a velocidade aproximada é de 138 km/h.

17 No típico acidente de motocicleta, restrições do campo de visão pré-acidente não influenciaram em nada a visão periférica – mais de 75% de todas as ameaças/causas estavam dentro de um ângulo de menos de 45º de cada lado do motociclista.

18. A conspicuidade da motocicleta é mais crítica quando a moto e o piloto são vistos de frente.

19. Defeitos do veículo relacionados à causa do acidente são raros e provavelmente resultantes de manutenção deficiente, ou inadequada.

20. Motociclistas com idades entre 16 e 24 anos tem presença acima de média nos acidentes; motociclistas entre 30 e 50 estão significativamente sub-representados. Apesar da maioria dos acidentados em motocicletas serem homens (96%), a presença de mulheres está acima da média nos dados relativos aos acidentes.

22. A maior parte dos envolvidos nos acidentes era de trabalhadores (operários, mão de obra, etc.) e de estudantes.

23. Motociclistas com autuações de trânsito recentes e participação em outros acidentes estão acima da média nos dados da pesquisa.

24. Os motociclistas envolvidos em acidentes geralmente não possuem treinamento; 92% são autodidatas, ou aprenderam com a família ou amigos. O treinamento (cursos) para motociclistas reduz o seu envolvimento em acidentes e está relacionado à redução dos ferimentos, em caso de acidente.

25. Mais da metade dos motociclistas envolvidos nos acidentes tinha menos de 5 meses de experiência na motocicleta com que se acidentou, apesar de sua experiência total ser de quase 3 anos. Motociclistas com experiência na terra aparecem significativamente abaixo da média.

26. Falta de atenção à pilotagem é um fator comum no motociclista envolvido em acidentes.

27. Quase metade dos acidentes fatais mostram envolvimento com álcool.

28. Nestes acidentes, os motociclistas mostraram problemas significativos para evitar a colisão. A maioria dos motociclistas aplicaram demasiado freio na roda traseira, fazendo-a travar, e menos do que deveriam na roda dianteira, reduzindo a capacidade de desaceleração. A habilidade de contra-esterçar e desviar esteve essencialmente ausente.

29. O típico acidente de motocicleta permite ao piloto menos de 2 segundos para completar ações que evitem a colisão.

30. Motocicletas com passageiros não estão presentes acima da média nos acidentes.

31. Os motoristas dos outros veículos envolvidos numa colisão com motocicleta não diferem dos envolvidos em outros tipos de acidentes, com a exceção das populações entre 20 e 29 anos, ou com mais de 65 anos, que aparecem acima da média. Da mesma forma, estes motoristas não possuem familiaridade com motocicletas.

32. Motocicletas de grande cilindrada aparecem abaixo da média nos acidentes, mas estão associadas com ferimentos mais graves quando envolvidas em acidentes.

33. Os dados não mostram qualquer efeito da cor da motocicleta no seu envolvimento com acidentes, porém estima-se que seja insignificante, pois a superfície frontal da motocicleta é a que é usualmente vista pelo outro veículo envolvido no acidente.

34. Motocicletas equipadas com carenagens e parabrisa aparecem abaixo da média nos acidentes, provavelmente em função da visibilidade e pela associação com pilotos mais experientes.

35. A frequência de motociclistas sem carteira de habilitação para dirigir motos, ou carteira de habilitação de motorista, ou mesmo com a carteira apreendida, foi significativa.

36. Modificações, como as associadas às “semi-chopper” ou “café racer” aparecem decididamente acima da média nos acidentes.

37. A probabilidade de ferimento é extremamente alta em acidentes com essas motos – 98% dos acidentes com colisão de mais de um veículo e 96% dos acidentes de apenas um veículo, resultaram em ferimentos no motociclista; 45% resultaram em ferimentos mais sérios.

38. Metade das lesões nas regiões somáticas ocorreram no pé, tornozelo, parte inferior da perna, joelho e parte superior da perna.

39. Protetores de motor (mata-cachorros) não são eficazes para evitar ferimentos; a redução dos ferimentos nos pés/tornozelos é proporcional a um aumento dos ferimentos na parte superior das pernas, joelhos e parte inferior da perna.

40. O uso de botas grossas, jaquetas, luvas, etc., é eficaz na prevenção, ou redução, das abrasões e lacerações, que são ferimentos freqüentes, porém raramente sérios.

41. Ferimentos na região escrotal foram registrados em pelo menos 13% dos acidentes, que tipicamente foram colisões com o envolvimento de mais de um veículo, com impacto frontal em velocidades superiores à média.

42. A seriedade dos ferimentos aumenta proporcionalmente com a velocidade, álcool e tamanho da motocicleta.

43. Setenta e três por cento dos motociclistas envolvidos nos acidentes não estavam usando proteção para os olhos e é provável que o vento nos olhos desprotegidos tenha contribuído para o comprometimento da visão, o que por sua vez retardou a detecção do perigo/ameaça.

44. Aproximadamente 50% dos motociclistas estavam usando capacete, na rua. Porém apenas 40% dos envolvidos com acidentes estavam usando o capacete no momento do acidente.

45. O uso voluntário de capacete pelos motociclistas envolvidos em acidentes, era menos freqüente nos pilotos menos treinados e com pouca educação de trânsito, em dias quentes e em trajetos curtos.

46. Os ferimentos mais letais às vitimas dos acidentes, foram aqueles no peito e na cabeça.

47. O uso de capacete é o único fator crítico na prevenção ou redução de ferimentos à cabeça; o capacete que possua a certificação FMVSS 218, é uma eficaz medida contra lesões.

48. O uso de capacete não resultou na atenuação de sons críticos no trânsito, nem tampouco na limitação do campo visual pré-acidente, ou em cansaço ou desatenção; nenhum elemento relacionado às causas dos acidentes pode ser atribuído ao uso do capacete.

49. O FMVSS 218 provê um alto nível de proteção nos acidentes de trânsito e precisa apenas de modificações para aumentar a cobertura da parte de trás da cabeça e demonstrar proteção em impactos na parte frontal dos capacetes fechados, além de garantir que todos os tamanhos para adultos estejam de acordo com esse padrão.

50. Motociclistas e passageiros usando capacete, apresentaram índices significativamente menores de ferimentos na cabeça e nuca, considerando-se todos os tipos de ferimentos e em todos os níveis de gravidade.

51. A cobertura adicional oferecida pelo capacete integral (fechado) aumenta a proteção e reduz significativamente ferimentos na face.

52. Usar capacete não representa qualquer perigo para a nuca; motociclistas usando capacete, tiveram menos lesões na nuca do que os que não usavam. Apenas quatro lesões menores puderam ser atribuídas ao uso de capacete e em cada caso, o capacete preveniu contra possíveis ferimentos fatais na cabeça.

53. Sessenta por cento dos motociclistas não estavam usando capacete no momento do acidente. Desse grupo, 26% disseram que não usavam capacetes porque era desconfortável e inconveniente, e 53% simplesmente não tinham expectativa de se envolver em um acidente (!!!).

54. Menos de 10% dos motociclistas envolvidos nos acidentes tinha qualquer tipo de seguro, tanto para cobrir cuidados médicos, como para danos a propriedade.

Museu Piaggio

Creio que não há outro país que preserve tanto a história do motociclismo como a Itália. O que não falta por lá é museu de moto.
Dá para pensar em fazer um tour pela Itália só para conhecer os museus motociclísticos.
O vídeo abaixo é do "Museu Piaggio". Por sinal, há rumores de que a Vespa voltará a ser fabricada por aqui. Enquanto o futuro não chega vamos nos divertir um pouco com o passado.