sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O tempo passa (e as vezes melhora as coisas)

O tempo passa e, as vezes, só notamos o que esta piorando (e tem muita coisa piorando), mas fiquei surpreso ao perceber casualmente nesta semana o quanto o mercado motociclístico esta melhorando no Brasil.
Claro, ainda há muito por fazer, mas a melhora é inegável. Constatei isso ao folhear uma revista de motociclismo de 2007 que caiu em minhas mãos. Não é tanto tempo, apenas 5 anos, mas fiquei surpreso e feliz por estar vivendo o tempo atual e não aquele da revista.
Para se ter uma ideia de como as coisas mudam, um anúncio da BMW F800S dizia algo como: "compre uma e aumente a quantidade de mulheres entre seus contatos do Orkut".
Mas a alternância de popularidade das redes sociais não foi minha maior surpresa. O que mais me agradou foi ver o quanto crescemos em quantidade de opções e, principalmente, em melhora de preços nas motos.
Claro que ainda temos as mais caras do mundo, mas há uma direção de melhoria nos últimos tempos a favor do consumidor.
Em uma folheada rápida pude constatar várias situações em que estamos em situação melhor hoje.
A mais gritante é a da BMW que, antes da nacionalização, custavam um preço absurdamente caro. A F800S do anúncio, por exemplo, custava mais de R$ 50.000,00.
 Mas não foi só a BMW que baixou de preço. Uma HD 883 custava cerca de 32.000,00, hoje custa menos de 30.000,00.
As marcas que foram nacionalizadas tem as maiores diferenças, mas não foi só nelas que vi progressos.
A Yamaha vendia a Dragstar 650cc quase pelo mesmo preço que se paga hoje em uma Midnight 900.
Uma Kasinski Mirage custava mais de R$ 15.000,00 e hoje está por volta de 13.000,00.
Não tinhamos quase nada abaixo de 30.000,00. Hoje já temos algumas opções, como a Kawasaki ER6N ou a Yamaha XJ6.
Veja que essas diferenças se tornam muito maiores se considerarmos que houve uma inflação neste período. Não me dei ao trabalho de calcular ou pesquisar, mas deve haver algo em torno de 30% em 5 anos. Se aplicarmos essa correção veremos que as motos estão muito mais baratas.
Também melhoramos em qualidade, com a vinda oficial de várias marcas antes (mau) representadas e o fim de certos aventureiros. Só do que me lembro rapidamente, vimos a chegada oficial da Harley Davidson, BMW, Kawasaki e, recentemente, Triumph e Ducati.
Aventureiros que importavam lixo da China e não davam nenhum suporte ao cliente se foram. Marcas que conseguiram se estabalecer, como a Dafra, tem investido em melhores lançamentos e parcerias de melhor qualidade.
Resumindo, nem tudo mudou e ainda há muito o que fazer, mas a direção parece estar certa.
Todas estas coisas eu já sabia, mas confesso que me espantei ao folhar a revista e ver que foram apenas 5 anos que trouxeram todas estas mudanças.
Que os próximos anos sigam nesta direção e intensifiquem o processo trazendo mais qualidade e diversidade por um preço cada vez menor.


4 comentários:

Nilson Silva disse...

Excelente a reflexão, velhinho! você tem futuro como comentarista motociclístico. Brincadeiras á parte também concordo com seus pontos de vistas. Esperamos ainda melhoras do nosso mercado, que afinal deve ser o quarto ou quinto do mundo. Não é de se desprezar por nenhum fabricante.

móveis para escritório disse...

Interessante o seu post sobre esta moto.

Unknown disse...

youssef.. estou precisando de uma opinião na compra de uma vulcan 1995 750 se puder me ajudar fico muito agradecido

cleber Moura disse...

Ultimamente até mesmo a Dafra está nos trazendo motos de boa qualidade, como a Apache (TVS/Índia), Next 250 (Sym/Taiwan) e Riva 150 (Haojue/China) com preços competitivos.
O problema atual é que Honda e Yamaha detém juntas quase todo o mercado nacional (80 e 10% respectivamente) e as demais concessionárias ainda se concentram em poucas cidades.
Mas, espero que as coisas melhores e parabéns pela postagem!