quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O problema da riqueza


Falei há poucos dias sobre o problema da pobreza. Hoje vou para o extremo oposto: o problema da riqueza.
No fundo, o problema é o mesmo: despreparo e impunidade. Nas regiões mais pobres alertei para o fato de as pessoas optarem pela moto sem ter qualquer preparo para isso e sem se preocuparem com a fiscalização (inexistente); com os mais ricos, é o grande poder do dinheiro, e não sua falta, que gera as mesmas complicações.
Explico: qualquer mané (me perdõem os Manuéis) pode chegar em uma loja e, sem ter nenhum preparo ou treinamento para isso, adquirir uma moto esportiva que o levará de zero a cem km/h em menos de 3 segundos (pode levar para a cova também).
Se o pobre que andava de bicicleta pode não estar preparado para dirigir uma scooter imagine o garoto de 18 anos que ganha do pai uma autêntica Jaspion-cycle, sem nunca ter passado sequer por um período de aprendizagem em uma menor cilindrada.
A impunidade, que nas regiões pobres e distantes se manifesta pela ausência de fiscalização, para os riquinhos se apresenta na forma do poder do dinheiro, que compra carta, moto, agentes de fiscalização, advogados etc.
Assim como não tenho nenhum preconceito com os pobres, dos quais falei antes, não tenho com os ricos ou como dinheiro; mas a situação que aí está precisa mudar.
Eu sugeriria pelo menos duas ações: a exigência de um período inicial em baixa cilindrada antes de poder dirigir as motos mais potentes (como acontece na Europa) e um curso específico de pilotagem e segurança para motos mais potentes (olha o jabá Tite).
Não resolveria tudo, mas poderia salvar algumas vidas.

6 comentários:

uepahh disse...

Concordo plenamente.

Andei um ano de 125cc, agora vou pegar uma 250cc ou 300cc. Acredito que se minha primeira moto fosse maior, eu já teria me machucado de algum jeito.

Bom... fica o alerta pra quem tem noção, certo?!?!?

Abraço.

Robertson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Robertson disse...

Mais uma vez concordo com a opinião expressa pelo amigo.

Uma legislação mais atual e inteligente pouparia muitas vidas e evitaria muito sofrimento e prejuizo financeiro às famílias das vítimas.

Abraços

Anônimo disse...

A alguns anos atrás, aqui no Brasil, as carteiras de habilitação de motocicletas eram divididas em categorias, A1, A2, A3 de acordo com as CC da moto que a pessoa queria conduzir, se não me engano, na Inglaterra é assim.
Creio que deveriamos voltar a esse sistema, assim evitariamos os acidentes onde pessoas pilotam motos sem ter preparo para isso.

Flávio de Souza Furquim disse...

meu comentário saiu como anônimo...rs

Lucas disse...

Comecei a pilotar na auto-escola, nunca havia pilotado. Achei a prova muito fácil, aquilo não ensina ninguém. Procurei, li/leio vários sites que dão dicas de segurança.
Com meu 1 ano e pouco de carteira caí apenas uma vez (yes 125) e por erro MEU, reduzi a marcha dentro da curva e o pneu travou, ainda bem que eu estava lento.
Gosto da Yes 125, sonho pela ninjinha, porém ainda não creio que domino muito bem a moto. (E não tenho a grana pra comprar a ninjinha ainda)
Algumas vezes eu vou pra um estacionamento e fico treinando freiadas, zigue zague nos cones, contra-esterço, isso ajuda bastante.
Tenho noção dos meus limites, já pilotei uma bandit, mas claro, dentro dos meus limites. (Aquilo é MUITO poder pra mim ainda.)
A legislação deveria ter categorias por cc e ainda ter uma prova/auto-escola que de fato ensinasse a pilotar. Vejo muita gente despreparada pilotando e falta concientização dos motoristas em respeitar motos pequenas. A diferença é absurda estando numa moto grande (a bandit) e numa moto pequena (yes). Na bandit dão até passagem, enquanto que, na yes só faltam jogar objetos, como acontecia na ponte do rio que caí (peguei pesado na comparação, eu sei).
Só pra constar, moro em Vitória - ES e tenho 19 anos.

Abraço!